O que a saída da chanceler alemã Angela Merkel significa para a Europa (e, portanto, para nós)?

Se depender do novo governo alemão, as eleições europeias de 2024 serão diferentes das da última vez. Ele apóia a introdução de listagens transnacionais. Um número limitado de eurodeputados deve poder ser eleito em toda a União Europeia. Portanto, na Bélgica, podemos votar em candidatos alemães, portugueses, poloneses ou malteses nessas listas. Portanto, esses candidatos devem fazer campanha em toda a União Europeia.

O presidente francês Macron esperava que esse sistema fosse introduzido já em 2019, mas o partido de Angela Merkel (Partido do Povo Europeu) se opôs. Só os líderes dessas listas transnacionais seriam então elegíveis para se tornarem Presidente da Comissão Europeia. A ideia por trás disso é que são os cidadãos que decidem quem se torna o chefe da comissão, e não chefes de governo, como foi o caso com a nomeação de Ursula von der Leyen em 2019.

E se von der Leyen quisesse um segundo mandato como presidente da comissão em 2024? No final do acordo de coligação, quando as pastas são divididas entre os partidos no poder, fica estipulado que “o direito de nomear um comissário europeu cabe aos Verdes, a menos que o presidente da comissão seja alemão (direita)”. Assim, von der Leyen só pode permanecer presidente da Comissão se o PPE apoiar um sistema de listas transnacionais, colocar von der Leyen no topo dessa lista (como “Spitzenkandt”) e surgir como o maior partido nas eleições europeias.

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